Como cuidar da pele no inverno

A produção de gordura da pele diminui muito nessa época do ano, e faz com que a mesma fique sem viço. Confira algumas dicas para evitar que isso aconteça:

1-É necessário beber 1,5L de água no mínimo por dia;

2-Prefira sabonete líquido nessa época do ano;

3-Use hidratante específico para o seu tipo de pele;

4-Esfolie a pele a cada 15 dias;

5-Evite banhos quentes e prolongados;

6-Use protetor solar mesmo que não faça sol;

7-Limpe bem o rosto antes de dormir

Pensamento do dia

Ontem à noite, o Tai deu um grito que parecia que estavam esfaqueando o coração dele.

Fui correndo para a sala ver o que era e percebi que ele estava avisando que alguém ou algo havia entrado no perímetro da casa. O Tai sempre foi o cão de guarda por excelência daqui e ele gritou justamente por não poder ir atrás do invasor.

Eu abri a porta para ver o que era e imediatamente o Pepê e a Joom La saíram correndo na minha frente.

Segundo depois, escuto ganidos de outro cachorro que não os meus.

Algum cachorro perdido veio comer das vasilhinhas que ficam na varanda.

O Pepê pulou sobre o murinho e perseguiu o cachorro estrada abaixo. E a Joom La o seguiu quando abri o portãozinho da garagem para tentar ver que bicho era.

Só muito tempo depois que os velhos pastores apareceram, andando devagar e capengando de dor na coluna.

Os jovens foram ágeis em expulsar o visitante.

Me senti segura de novo com essa dupla de baixinhos corajosos.

Alguns minutos depois, eles voltam triunfantes e se instalam a minha volta. Acho que para me proteger. Ou então para aproveitar a maciez da minha cama. Não sei bem ainda.

;)

Mas eu quero acreditar que é para me proteger.

Problemas de Saúde

Médico é um bicho burro porque se sente mal, quer se tratar sozinho e acaba se complicando todo.

Para mim é ainda pior porque para eu cuidar da saúde tenho que sair daquele lugar bucólico que eu moro e vir para São Paulo.

Então fui enrolando e me sentindo mal.

Sentia uma tontura que me fez cair no chão e torcer o pé. Até contei isso aqui.

E dores na barriga. Muitas dores.

Daí passei a acordar de madrugada, exatamente às 4 da manhã com falta de ar e sibilos de asma, coisa que eu nunca tive.

O negócio ficou tão ruim que nem conseguia mais trabalhar.

Então, o Marcos que fez faculdade comigo me intimou que eu fosse para SP naquele dia e passasse com um colega gastro.

O cara pediu exame de tudo e me mandou numa otorrino por causa da tontura.

A endoscopia mostrou o problema: úlceras no esôfago, gastrite e duodenite. Era o tal refluxo Gastro-Esofágico e que também explicava o quadro pulmonar, otite e sinusite.

Parecia que eu tinha todas as ITES possíveis.

Porém, um dos exames de sangue, o CEA – antígeno carcinoembrionário – veio muito alto, sugerindo tumor no cólon.

E lá fui eu fazer mais exames e a colonoscopia mostrou um tumorzinho que foi retirado no próprio exame.

Hoje recebi o anátomo-patológico e é tumor benigno.

Agora imagina ficar na dúvida se você tem câncer ou não!

Todas as chances apontavam que sim porque eu já tive dois tumores malignos e com metástases.

Pois é, eu sou uma sobrevivente de câncer desde os meus 25 anos.

A sombra da malignidade fica sobre minha cabeça como uma espada.

Não é fácil ser eu.

Mas ainda não acabou.

O ultrassom mostrou um cisto no ovário que não deveria estar lá. O gineco disse que muitos operariam logo de cara mas ele prefere que eu repita o exame no final de abril para ver se o cisto desapareceu. Se ainda estiver lá, entro na faca.

No geral estou me sentindo melhor dos sintomas que começaram essa epopéia toda. Espero que em breve eu volte a ficar 100%.

Agradeço a todos pelo carinho! Vocês são uns amores!

Como odiar água de coco

Eu sou uma pessoa superexagerada e sempre quero estar preparada para as situações. Gosto de planejar com antecedência.

Eu tinha que fazer um exame e precisava ficar em jejum de comidas sólidas por um dia interiro e jejum absoluto no dia do exame.

A única coisa que podia tomar eram líquidos claros tipo água, chá clarinho coado e… água de coco.

Sabendo que ia ficar num hotel e o preço da água de coco no frigobar era proibitivo, não tive dúvida e dei uma de farofeira. Fiz meu check in com uma caixa de papelão lotada de leite desnatado e 6 litros de água de coco.

E comecei a beber a água de coco.

E bebi.

Bebi.

Lá pelas tantas, precisava tomar 1 litro de um preparado líquido para acabar o preparo.

Tomei de uma vez porque era muito ruim.

O resultado foi que e porcaria do preparado se juntou com a água de coco e eu vomitei até não sobrar nada.

Eu amava água de coco. De verdade. Adorava tomar num copo cheio de gelo, estupidamente gelada. Agora não posso nem ver os litros que sobraram na caixa.

Só de pensar em água de coco me dá aversão.

Parece um porre que eu tomei uma vez de Cointrau e nunca mais pude chegar perto.

E é assim que a gente passa a odiar água de coco.

Ração de Cachorros Caseira

Quando eu era criança, não havia ração de cachorros prontas para comprar.

Quem tinha cachorro fazia o famoso panelão de fubá com carne e dava um certo trabalho ficar cozinhando para bicho.

Outro problema na época era que o panelão geralmente não fornecia tudo que o cachorro precisava. A comida feita em casa não era muito lá balanceada.

Com o advento das rações prontas, a vida dos donos de cachorro se simplificou e dar ração garantia de certa forma a dieta balanceada que eles precisavam.

Hoje encontramos rações de todos os preços e com teores de proteína diferentes, ao gosto do freguês.

Porém, alguns cães não conseguem se alimentar com rações prontas. O Tai, por exemplo, não consegue mais mastigar a ração dura por estar velhinho.

A saída pra o meu chow chow velhinho foi fazer a comida dele em casa, o famoso panelão.

O segredo da ração caseira é se certificar que ela é balanceada, ou seja, com carne, carboidratos e verduras e legumes. Sal, óleo, temperos, enfim, uma comida rica em todo tipo de nutrientes.

Eu uso a proporção de metade da panela de carne, um quarto de arroz e um quarto de verduras e legumes.

É muito bonitinho ver o Tai comendo chuchú e repolho, que no contexto geral ele adora.

Temperamos a comida com uma pitada de sal, porque não pode ser demasiada salgada e com um fio de óleo para não dar problemas de colesterol e ao mesmo tempo ter gordura que carrega vitaminas.

Cozinha-se tudo junto e quando o arroz está no ponto, a ração está pronta.

Eu uso carne magra moída sem gordura.

Cebola e alho pra temperar.

Enfim, é uma comida que qualquer pessoa poderia comer tranquilamente. É balanceada, apetitosa e o cachorro gosta muito.

A Doença do Gigio – Otite Interna em Cachorros

Gigio é um pastor alemão mestiço de aproximadamente 12 anos de idade.

Ele começou a ter vômitos e prostração de uma hora para outra sem outras alterações.

Rapidamente evoluiu para dificuldade de se levantar, permanecendo deitado o tempo todo.

Aceitou água e soro caseiro por via oral mas não quis comer.

Em menos de 8 horas de evolução do quadro inicial de vômitos, apresentou instabilidade ao ficar de pé, caindo para o lado esquerdo e andava em círculos para o lado esquerdo também.

Foi levado à clínica veterinária com suspeita de afecção neurológica de cerebelo com diferencial de labirintite.

Rapidamente também desenvolveu nistagmo batendo para a esquerda.

O veterinário fez hipótese diagnostica de Acidente Vascular Cerebral.

Eu não concordei por causa da localização de labirinto à Esquerda e pela evolução de horas, o que sugere infecção e não quadro vascular.

Ao exame, além do nistagmo e instabilidade, apresentava vermelhidão e edema de conduto auditivo externo esquerdo.

Foi medicado com dexametasona, furosemide, flunarizina e uma cefalosporina de quarta geração.

Em menos de 12 horas o nistagmo e os vômitos cessaram.

Voltou a comer no terceiro dia e deambulava com ajuda.

Teve alta para casa no quarto dia e aqui está se alimentando bem, bebendo água e tentando manter sua rotina de me seguir pela casa e ir até o jardim urinar. Teve uma vez diarréia e ainda não evacuou normalmente.

Observamos que a marcha melhorou muito embora ainda tenha tendência de cair para a esquerda.

Os exames laboratoriais mostraram um neutrofilia relativa indicando infecção aguda, o que fecha o diagnóstico de otite interna.

Ainda não sabemos o grau de sequelas que ele terá visto o quadro ainda ser muito recente. Mas a melhora está sendo progressiva e constante.

Agora quero tecer alguns comentários a respeito do atendimento do Gigio pelos veterinários.

Ao verem o cachorro instável se fecharam no diagnóstico genérico de “Problema Neurológico”.

Quem fez o diagnóstico de Otite Interna e instituiu a antibioticoterapia fui eu. A veterinária nunca tinha ouvido falar nisso.

Otite Interna é uma doença relativamente comum em cães que apresentam Otites Externas de repetição (o caso do Gigio).

A veterinária não examinou o cachorro. Eu que o examinei enquanto ele estava deitado na sala de exame e constatei a Otite Externa, que sugere o diagnóstico de Otite Interna por continuidade.

Pessoalmente eu também nunca tinha ouvido falar em Otite Interna em cachorros, mas a clínica é soberana e o quadro neurológico dele indicava comprometimento labiríntico do lado esquerdo.

Como neurologista, eu nunca tinha visto uma labirintite infecciosa bacteriana em gente nesse grau. Mas cheguei a esse diagnóstico no Gigio apenas considerando sintomas e exame físico. Mais tarde pesquisei em textos médicos veterinários e vi que era uma patologia bem descrita. Raro em gente e comum em cachorro.

Fico pensando na quantidade de cães que não foram diagnosticados com essa infecção e tratados ou sacrificados por causa de “derrame”.

Espero que esse relato sirva para alguma coisa.

Mas, doutora! Eu não como nada! – Como emagrecer

A maioria das pessoas não faz idéia do que come.

Recebo muitos pacientes que se queixam que “não comem nada” mas não emagrecem ou até mesmo engordam.

Eu oriento a todos e pessoalmente sigo essa orientação (eu faço o que eu falo) de anotar tudo que se come por pelo menos 3 dias para haver uma conscientização do que se ingere.

Anote tudo que entra pela sua boca.

Emagrecer é ingerir menos calorias do que se gasta. Então, tem tudo a ver estudar e destrinchar o que se come.

Além de anotar a quantidade e a qualidade de comida e bebida que se ingere, também é possível calcular quantas calorias cada coisa tem. Existem tabelas de calorias por toda a internet e o que você precisa é uma balancinha de cozinha.

Por exemplo, eu estava acostumada a comer salada de frutas toda noite. Quando calculei a quantidade de calorias que estava comendo, percebi que era demais e neutralizava todo o regime correto que eu fiz durante o dia.

Também encontramos na internet sites e aplicativos que ajudam a fazer esse registro de alimentos. Eles mesmos possuem tabelas de calorias.

Atualmente eu estou usando o Perfect Diet Tracker. Eu completo com os alimentos que ainda não estão na tabela deles e minhas adições passam a fazer parte do banco de dados mundial. Gostei bastante do aplicativo que está disponível para Mac, PC e Linux.

Perder peso ou manter-se no peso ideal é uma conscientização constante, um estado de espírito. Ainda bem que temos muitas ferramentas par nos ajudar.

Atitudes que atrapalham a dieta

Muitas vezes nos perguntamos pq não conseguimos emagrecer, ou fazer a dieta direito. Isso está relacionado a atitude que tomamos durante o dia, que acabam colocando tudo a perder, veja se vc se encaixa em uma dela:

-Dormir mal, ou dormir pouco,
-Comer rápido demais,
-Comer em frente à tv, computador, ou seja não prestando atenção na comida,
-Pular refeições, e depois querer comer tudo de uma só vez

refrigerente

Pelo uma dessas bateu com você?

Então que tal mudar essas atitudes e entrar na dieta pra valer fazendo tudo certinho?

Refrigerante faz mal a saúde

Pode ser muito gostoso tomar um copão de refrigerante, mas é comprovado, faz mal!

Tanto o normal quanto o diet ou zero, podem causar problemas cardiovasculares e infartos. Além disso, engorda e causa as medonhas celulites.rs

O ideal seria cortar o refrigerante do cardápio, mas para quem não consegue, que tal diminuir?

Por exemplo, deixe para tomar apenas aos finais de semana, ou em uma festa, mas claro, sem exageros! A troca de refrigerante por suco ou água farão um bem precioso à sua saúde.

Não esqueça de manter a saúde bucal em dia

Vou passar algumas dicas simples que vão manter a saúde bucal em dia, não esqueça de passar essas dicas para toda a família 😉

Não esqueça de manter a saúde bucal

-Escove os dentes depois de cada refeição, pois em 15 minutos os restos de alimentos se deterioram e viram foco de bactérias.
-Capriche na limpeza, faça movimentos circulares nos dentes, e não economize no fio dental!
-No final da escovação, escove sempre a língua, ela tb fica cheia de restos de alimentos e bactérias.
-Troque a escova de dentes a cada 3 meses.

Melhores Dicas da Semena

Dicas para deixar a pele bonita

Quem é que não deseja ter uma pele lisinha e linda? Existem algumas alimentares que podem lhe ajudar muito! Tome nota!

– Como castanhas e nozes em pequenas quantidades no lanche da manhã e da tarde.
-Use linhaça triturada em cima de saladas ou em vitaminas
-Coma diariamente saladas e legumes.
-Troque o pão por uma fruta no café da tarde

Vitamina para quem tem intestino preguiçoso

Se o relógio de seu intestino não anda funcionando muito bem, experimente usar essa vitamina para ajustá-lo. Seus filhos tb podem tomar e regularizar o intestino

Bata no liquidificador e beba:

1 copo de leite desnatado
1 cubo de gelo
Açúcar à gosto
1 banana nanica cortada
1 ameixa com casca picadinha
1 colher de sopa de linhaça
Faça o teste 😉

Trabalho x comportamento


Trabalho é lugar de trabalhar! Não pague mico deixando que suas atitudes lhe desmereçam. Porte-se bem e fique bem longe de:

-Fofocas ou fofoqueiros,
-Roupas muito curtas, ou decotadas,
-Falar alto, ou gritar ao telefone,
-Comparar-sem com outro funcionário ao pedi aumento,
-Perguntar o salário do colega,
-Usar muito perfume,
-Usar maquiagem exagerada,
-Comentar assuntos profissionais no banheiro

Consumo nocivo de álcool no Brasil

Especialistas analisaram os dados do relatório sobre saúde e álcool da Organização Mundial de Saúde (OMS) para um público formado por profissionais de saúde, pesquisadores, gestores públicos e representantes da indústria de bebidas.
De acordo com o Dr. Arthur Guerra, coordenador do programa do Grupo Interdisciplinar de Álcool e Drogas (GREA), vinculado ao IPq-HCFMUSP, o seminário constitui um marco na mobilização do combate ao consumo nocivo do álcool. “É a primeira vez que reunimos os diversos setores ligados ao tema para avaliar em profundidade os dados da OMS divulgados em 2014, tendo em vista a meta para o Brasil de redução de 10% do consumo nocivo do álcool até 2025. Era essencial termos uma dimensão crítica do nosso desafio, compartilhada entre todos”.
O seminário, que teve como mestre de cerimônia o Dr. Jairo Bouer, contou com as análises de cinco especialistas: Dra. Camila Magalhães Silveira (FMUSP), Dr. Carlos Sojo (FLACSO); Dr. Gregor Burkhart, do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (EMCDDA); o economista Sérgio Almeida (FEA/ USP); e o jornalista Luiz Caversan. Durante o evento foram abordados o histórico comparativo dos dados do Brasil e da América Latina em relatórios da OMS 2011 e 2014; a metodologia de coleta de dados utilizada, principais conceitos e indicadores para medir o consumo nocivo de álcool pela OMS e políticas públicas voltadas para a redução desse tipo de consumo. Além disso, foram abordados o mecanismo de impacto do álcool na saúde pública e suas variáveis ligadas ao indivíduo, como gênero e idade; ao país, como cultura, status econômico e disponibilidade do álcool; e ao nível e padrão de consumo e qualidade da bebida, neste caso o álcool ilegal.
Destaque das apresentações: Abertura e apresentação dos dados da OMS O Dr. Arthur Guerra abriu o seminário apresentando os dados do relatório da OMS sobre saúde e álcool (gráficos abaixo). Destacou o fato de o país ter melhorado seus indicadores referentes ao consumo de álcool.

Níveis e Padrões de Consumo Consumo de álcool per capita (15+), litros de álcool puro

2003-2005 2008-2010 Mudanças
Registrado 6,8 7,2 è
Ilegal 3 1,5 î
Total 9,8 8,7 î*
Américas 9,2 8,4


* Redução do consumo per capita entre 2005 e 2010
Mortalidade e Morbidade Prevalência de problemas relacionados ao uso de álcool e dependência alcoólica (%)


Problemas por uso de álcool** Dependência de álcool
Homens (15+) 8,2 3,9
Mulheres (15+) 3,2 1,8
Ambos 5,6 2,8
Regiões das Américas – WHO 6,0 3,4

**Inclui dependência e uso nocivo do álcool
Visão Crítica da área da Saúde Dra. Camila Magalhães Silveira (FMUSP) disse que são vários os aspectos que influenciam no consumo de álcool e que o consumo per capita é uma medida ruim, uma vez que não avalia quem bebe e como bebe. Abordou as principais diferenças de gênero no que tange ao consumo, apresentando dados sobre consumo nocivo de álcool entre homens e mulheres. Segundo a Dra. Camilla, é preciso priorizar o combate ao consumo nocivo do álcool entre mulheres, jovens, pessoas com baixa escolaridade e população com maior privação social. Entre os jovens, além de investir na diminuição do beber pesado episódico, é preciso atuar para postergar a idade de início de consumo do álcool.
Dose padrão 12 g álcool puro:  350 ml cerveja ou 140 ml vinho ou 40 ml destilado
Beber moderado Homem: até 2 doses/ dia Mulher: até 1 dose/ dia
Beber de risco  Homem: mais de 14 doses/ semana ou 4 doses/ dia Mulher: mais de 7 doses/ semana ou 3 doses/ dia
Beber pesado episódico  Homem: 5+doses/ocasião (em intervalo de 2 horas nos últimos 30 dias) Mulher: 4+doses / ocasião (em intervalo de 2 horas nos últimos 30 dias)
Visão crítica da área da economia  O economista e prof. da FEA-USP, Sérgio Almeida, tratou do consumo do ponto de vista da economia; De acordo com ele, medidas que elevam o custo da bebida mexem com o mercado, mas é preciso avaliar qual faixa de consumidores é impactada. Dessa forma, é essencial conhecer o seu efeito sobre as pessoas que fazem consumo nocivo do álcool. “Medidas para taxação podem ter efeito inócuo. Para que elas sejam eficientes, é preciso saber como as faixas de consumo funcionam”. Além disso, o aumento dos preços pode ter efeito adverso, criando estímulo para o mercado informal, conhecido como Álcool Ilegal. Sobre isso, Almeida relembrou a Lei Seca nos EUA na década de 30, que teve como efeito colateral um aumento no número de mortes em decorrência do consumo de álcool de baixa qualidade.
Visão crítica da área da comunicação Luiz Caversan analisou a cobertura, majoritariamente negativa, que a mídia dispensou ao lançamento do relatório da OMS. O dado que obteve maior destaque nas grandes revistas e jornais foi o consumo per capita de álcool no Brasil. O jornalista também comentou as mudanças dos últimos 20 anos no modo como é feito o jornalismo diário, em parte influenciada pela internet e mudança de perfil dos leitores. Caversan finalizou com uma provocação: “A academia precisa reagir, reconquistar o espaço de consultoria que já teve no jornalismo nacional. Isso instigará o debate e reflexão”.
Visão crítica do uso de álcool nos países da América Latina O sociólogo costa-riquenho Carlos Soyo analisou a metodologia utilizada pela OMS para a construção de diversos trechos do estudo. As mudanças de alguns indicadores de edições anteriores do relatório para a atual e as discrepâncias regionais de medição de consumo dificultam a construção de modelos históricos do estudo, que poderiam ser utilizados para embasar propostas de políticas públicas mais eficazes. “Em diversos pontos é impossível contrastarmos com segurança os dados”, afirma. Soyo sugeriu quatro indicadores que resumem o consumo nocivo e que deveriam ser acompanhados com frequência definida e metodologia única entre os países. São eles:  consumo excessivo de longo prazo, consumo excessivo de curto prazo (Beber Pesado Episódico (HED), porcentagem da população que inicia o consumo regular antes dos 18 anos e acidentes fatais de trânsito com influência de álcool acima da concentração de álcool no sangue definida por lei.
Visão crítica da área da prevenção Gregor Burkhart avaliou a forma como foram apresentadas no relatório as informações sobre as políticas públicas e intervenções em cada país. Na sua avaliação, os itens apresentados pela OMS como principais sinais de comprometimento como sendo insuficientes, ou seja, ter política nacional do álcool e apoiar ações comunitárias só funcionariam caso sejam feitas ações de implementação e fiscalização. Da mesma forma, medir a presença de tais sinais com “Sim/Não” representa uma perda do poder comparativo e uma tendência para respostas positivas. Enfatizou a necessidade de medidas que mudem o contexto (medidas ambientais) em que o indivíduo está inserido para gerar mudanças no consumo nocivo de álcool. 

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